O FUTURO DO NOSSO PLANETA
O mundo em que vivemos está mais do que nunca interligado, fazemos parte de uma cadeia, e podemos perceber isso com o exemplo da crise financeira, como uma crise que iniciou em um país e se alastrou por todo mundo, na verdade, esse sistema interligado é conseqüência da globalização e da informatização. Mas tudo isso vai muito mais além, por incrível que pareça às mudanças climáticas também tem o poder de causar desastres, e não são somente naturais, mas também financeiros, como o que aconteceu com a crise econômica recentemente. Há estimativas de que, para o Brasil, o custo com a negligência com o meio ambiente seja de 3,6 trilhões de reais até 2050. Empresas também serão prejudicadas com essa negligência, e em especial a menina dos olhos; o lucro!
Diante da realidade, as empresas começam adotar praticas de sustentabilidade, mas na maioria das vezes pressionadas pelos concorrentes, sociedade, ou ainda pela legislação, além de algumas enxergarem oportunidades de ganhar dinheiro. Já o governo, continua com uma visão conservadora e modesta, não acreditando que o enfrentamento da agenda das mudanças climáticas criará novas oportunidades para a economia brasileira, oportunidades que são chamadas de produtos “verdes”, na verdade, o governo e as empresas estão mais preocupadas com a industrialização e o agronegócio, afinal, são eles que impulsionarão o crescimento econômico do país nos próximos anos. Mas daí surge uma pergunta, queremos crescimento ou desenvolvimento econômico para nosso país? O governo acredita que ofertando o etanol (porque é lucrativo) e com a redução do desmatamento na Amazônia o trabalho de casa estará sendo feito. Mas será mesmo?
Enquanto muitas organizações se preocupam com crises, clientes, concorrentes, produtos e lucros, existe algo que começa a ganhar importância, adiantaria tantos investimentos por parte das empresas no longo prazo sem uma preocupação com o ambiente onde está inserida? Como viabilizar seus negócios no futuro diante de tantas mudanças climáticas?
O papel de um administrador, de um líder, também é medir as conseqüências, possuir visão de águia, enxergar mais longe, estrategicamente, e ter como foco a perpetuação da organização diante dos desafios que enfrentará no futuro. Obviamente o lucro é fundamental para qualquer empresa, mas acredito que começa a surgir um novo tipo de organização, com uma gestão muito mais flexível, pautada no econômico-financeiro, social e ambiental.
Para a maioria, sustentabilidade está ligada a markentig corporativo e não é algo não importante assim, para as empresas que pensam estrategicamente, a sustentabilidade está longe de ser simplesmente um “acessório”, está ligada a continuidade e crescimento do negócio, e não é de hoje, que a questão da sustentabilidade já faz parte do planejamento estratégico de algumas empresas.
Mas do que nunca, a Teoria do Caos e o Efeito Borboleta estarão presente no mundo pós-moderno e globalizado, e caberá os líderes possuir a capacidade de resiliência, transformando crises e problemas em soluções e oportunidades.
Estamos falando de organizações, mas não devemos esquecer que as organizações são feitas de pessoas como você. A idéia do texto é refletir sobre o assunto, porque nada muda se eu não mudar, a mudança que desejamos começa individual, para daí surgir o coletivo, e conseqüentemente surgir os resultados.
